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KAHUNAS

Os sacerdotes Kahunas do Hawaii eram considerados os guardiões dos mistérios e já possuíam, há cinco mil anos atrás, os nossos modernos conhecimentos da psicologia da alma.

Criaram sua própria filosofia “HUNA” e, por meio de sua medicina, foram capazes de curar qualquer doença.

Caminhavam sobre as lavas incandescentes e atuavam sobre as condições metereológicas.

 Até hoje os nativos cultuam essa sabedoria ancestral.

 

O que for a profundeza do teu ser, assim será teu desejo.

O que for o teu desejo, assim será a tua vontade.

O que for tua vontade,  assim serão teus atos.

O que forem teus atos, assim será teu destino.

Esse é o caminho de todos nós!

 

ALOHA IKA OI !

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O Havaí produziu muitos músicos e cantores maravilhosos, mas nenhum deles mais famoso e popular que Brudda Iz (1959-1997).

Israel Ka‘ano‘i Kamakawiwo‘ole, que usava também o nome “Bruddah IZ”, ficou famoso em sua terra natal não só pela música, mas pelas suas raízes. Era descendente de uma linhagem pura de nativos havaianos. Nunca ocultou a sua posição a favor da independência do Havaí e de defesa dos direitos dos nativos.

Iz iniciou sua carreira musical com o grupo Mākaha Sons of Ni‘ihau, com o qual lançou 10 albums e fizeram turnê por todo os estados americanos. Eles também apresentaram um concerto anual no Memorial Day na praia de Waikiki, em Honolulu, este concerto é conhecido como Makaha Bash.

Israel começou a sua carreira solo em 1993 e apresentou o álbum Facing Future, o qual logo tornou-se o álbum mais  popular do Havaí e IZ tornou-se o mais famoso intérprete havaiano. Facing Future foi o primeiro álbum havaiano a vender mais de 1 milhão de cópias.

Neste álbum, Facing Future,  consta o tema Over the Rainbow/What a Wonderful World, uma versão que mistura dois clássicos da música americana: “Somewhere Over the Rainbow”, do filme The Wizard of Oz (br: O Mágico de Oz / O Feiticeiro de Oz), e “What a Wonderful World”, onde apenas se ouvem a sua voz suave acompanhada pelo seu ukulele, que rapidamente se tornou um êxito mundial e que lhe rendeu vários prêmios. Essa música aparece em diversos episódios de séries norte-americanas como Cold Case, E.R. e Young Americans, no qual a música “Somewhere over the Rainbow” tocou no primeiro episódio e no último, sendo a música a encerrar defitivamente a série; também foi trilha dos filmes Meet Joe Black (br: Encontro Marcado, de 1998), Finding Forrest (br: Encontrando Forrest, de 2000) e, mais recentemente, 50 First Dates (br: Como se Fosse a Primeira Vez, de 2004)

Em 1997 Israel lançou o álbum N DIS LIFE, o qual proporcionou-lhe numerosos prêmios Na Hoku Hanohano , prêmio da Academia de Artes do Havaí, incluindo Intérprete Favorito e Vocalista Masculino.

Israel  casou com Marlene Ku‘upua Ah Lo, seu amor de infância, e eles tiveram uma filha, Ceslieanne Wehekealake‘alekupuna “Wehi” Kamakawiwo‘ole.  O ator e músico havaiano Moe Keale era tio de Israel.

Ao longo da sua carreira musical, Israel Iz debateu-se com muitos problemas de saúde relacionados com o seu peso excessivo chegando a pesar 343 kg, num corpo com 1,88 m. Em 1997, Israel faleceu devido a problemas respiratórios, ele estava com 38 anos. Um memorial foi erguido em sua homenagem no edifício do Capitólio, em Honolulu e suas cinzas foram jogadas ao mar em Makua Beach.

As músicas de Israel permanecem como as mais vendidas no Havaí e ele tornou-se conhecido no mundo inteiro. Em 2001 um novo CD, Alone in IZ World, um álbum póstumo contendo vários sucessos e temas inéditos, foi lançado e imediatamente tornou-se o mais vendido.

Um havaiano de puro sangue, dizem que Israel era o Ali’I (Rei, realeza) do povo havaiano.

Discografia
Com os Mākaha Sons of Ni’ihau
1976: No Kristo
1977: Kaheao O Keale
1978: Keala
1978: Live’ at Hank’s Place
1979: Makaha Sons of Ni`ihau
1981: Mahalo Ke Akua
1984: Puana Hou Me Ke Aloha
1986: Ho`Ola
1990: Makaha Bash 3
1991: Ho`Oluana
1999: Na Mele Henoheno – Vol. 2

Solo
1989: Ka`Ano`I
1993: Facing Future
1995: E Ala E
1996: In Dis Life
1998: IZ In Concert: The Man and His Music
2001: Alone in IZ World

DVD
2002: Island Music, Island Hears
2002: The Man And His Music
2002: Hot Hawaiian Nights’

A tradição dos colares(Lei) foi introduzida aos havaianos pelos viajantes  Polinésios, os quais fizeram uma incrível jornada do Taiti, navegando guiados pelas estrelas em canoas. Com estes primeiros desbravadores, a tradição dos colares (Lei) nasceu.

Os colares(Lei) são feitos de flores, folhas, conchas, sementes, penas e até mesmo ossos e dentes de vários animais. Na tradição havaiana estes adornos eram usados pelos antigos havaianos para deixá-los mais bonitos e distingui-los dos outros. O colar(Lei) de MAILE talvez tenha sido o mais significativo. Entre outros usos sagrados, era usado como sinal de paz entre chefes oponentes. No Heiau (templo), os chefes podiam entrar com um colar(Lei) de MAILE DE CORES VERDE E VINHO, e ao final estava selada a paz entre os dois grupos.

O COSTUME DO ALOHA

Com a chegada dos turistas no Havaí o colar(Lei) tornou-se rapidamente um símbolo havaiano para milhares de pessoas no mundo inteiro.

Durante o Dia do Barco nos primórdios de 1900, os vendedores de colares se alinhavam no píer da Aloha Tower para recepcionar os MALIHINI (Visitantes) que chegavam as ilhas e aos KAMA’AINA (nativos) que voltavam para casa. Conta uma lenda que os visitantes que partiam atiravam seus colares (Lei) ao mar logo que o navio passava Diamond Head, com o desejo de que como os colares (lei), eles algum dia retornariam as ilhas.

ETIQUETA DOS COLARES (Leis)

Há algumas regras quando se usa um colar havaiano (Lei). Qualquer pessoa pode usar um, a qualquer hora, não é necessário que ocorra uma ocasião para isso. É perfeitamente legal que alguém compre um colar ou faça-o por si mesmo. É muito comum aos nativos terem sempre material em casa como conchas ou sementes para confeccionar um e usá-lo em uma ocasião especial. Os chapéus são comumente adornados de colares de flores ou penas(Lei).

Há, contudo algumas regras “não faladas” que devem ser seguidas quando alguém recebe um colar pela primeira vez. O colar deve ser uma celebração de boas vindas em sinal de afeição de uma pessoa pela outra. Entretanto, sempre aceite o colar, nunca recuse. A maneira correta de usar um colar é colocá-lo gentilmente sobre os ombros, pendurando-o na frente e atrás. É considerado falta de educação retirar o colar do pescoço na presença da pessoa que lhe deu, se tiver de fazê-lo, seja discreto.

Dar colares (Lei) é parte normal de ocasiões especiais como aniversários, casamentos e formaturas.

TATUAGEM HAVAIANA

TATUAGEM HAVAIANA

A arte de tatuar tem sido uma importante parte da vida tribal nas ilhas da Polinésia, e no Havaí não é diferente. Os artesãos de tatuagem nas tribos havaianas eram cuidadosamente treinados e possuíam um alto nível dentro da comunidade. Na verdade, ter um bom artista tatuador na tribo era um sinal de saúde e status naquele tempo.

No início, os nativos eram tatuados na pele para identificar a tribo e a hierarquia (até hoje muitos havaianos consideram a tatuagem um sinal de status e importância) e também era parte de um ritual de passagem para os guerreiros significando a completa identificação com a comunidade. Os mais tatuados eram aqueles pertencentes a família real, seguidos pelos oficiais da corte e por aqueles que se casavam com alguém da realeza.

Tinta preta, a cor mais comum das tatuagens havaianas e um padrão que ainda permanece nas ilhas hoje em dia. Esta tinta antigamente era feita das cinzas das sementes de nozes em combinação com suco de cana. Outras cores eram raras, mas quando eram utilizadas, eram compostas de várias flores coloridas e brilhantes, como a Íris Havaiana.

No antigo Havaí, as tatuagens eram feitas com ferramentas compostas por elementos naturais, como espinhos de cactus, bicos de pássaros, ossos de peixes e garras afidas de animais. A ferramenta era utilizada da seguinte forma: o tatuador pressionava a ponta da ferramenta batendo na ponta com um pedaço de madeira para fazer os pontos, enquanto os assistentes esticavam a pele e limpavam o sangue. Enquanto, o Kahuna (sacerdote) e os familiares entoavam cânticos.

As primeiras tatuagens eram feitas em formas de arranjos geométricos e simétricos de elementos encontrados na natureza como as pedras, ondas, sol e chuva. Mas, a arte logo evoluiu como uma maneira de celebração e auto-expressão, com formas mais fotográficas como imagens de animais e flores. Hoje, essas imagens que representam o mundo da ilha continuam na forma de lagarto, tartaruga, tubarão e golfinhos.

O lugar da tatuagem também era importante, antigamente as mulheres apresentavam tatuagens principalmente nos pés, panturrilha, mãos e dedos, e ambos homens e mulheres apresentavam tatuagens faciais principalmente nas bochechas, no osso malar, nas têmporas e no queixo.

O que faz a tatuagem havaiana diferente das outras ilhas do Pacífico? As tatuagens havaianas eram mais ousadas e maiores, eram usadas para identificação individual ao invés de propósitos religiosos e geralmente tinham escondido entre linhas um significado pessoal.

Antonio Carlos Cardoso

As origens da hula são cercadas de lendas.

Uma delas descreve a aventura de Hi’iaka para acalmar sua feroz irmã, a deusa Pele, o vulcão.  A aventura de Hi’iaka provém a base para muitas danças de hoje.

HULA KAHIKONo período pré-europeu, a hula estava restritamente relacionada a práticas religiosas.  Danças estanques acompanhadas pelo Pahu (Grande tambor coberto por pele de tubarão usado em templos de cerimônias), que é o instrumento mais sagrado dedicado aos deuses.

Como antigamente, no século XX, rituais e preces cercam todos os treinamentos e práticas de hula. Professores e alunos estão dedicados a Laka, a deusa da Hula e oferendas apropriadas são feitas regularmente.

Os missionários protestantes que chegaram no Havaí em 1820 introduziram o cristianismo e prevaleceram os valores ocidentais, com o apoio dos convertidos do alto escalão da realeza eles denunciaram e baniram a hula, alegando que era profana. Um grande número de praticantes de hula não aceitaram e continuaram clandestinamente ensinando e apresentando durante meados do século XIX.

DAVID KALAKAUAO reinado de David Kalakaua (1874 – 1891) foi uma fase transicional para as artes havaianas.  Sob a objeção dos havaianos cristianizados e dos não-havaianos, conhecidos especialistas ganharam lugar em sua corte e encorajados a prática da tradicional arte.  Nesta época favorável os praticantes de hula migraram para novos elementos de poesia, canto vocaL, movimentos de dança, roupas e criaram uma nova forma de hula, chamada de Hula Ku’i (significa combinar o antigo e o novo).  O Pahu não foi usado na Hula Ku’i, evidentemente por ser sagrado e por respeito dos praticantes. O Ipu (porongo, cabaça) foi o instrumento mais propriamente associado a Ku’i.

O interesse por cantos antigos que acompanham a hula caiu no início do século XIX. Novas músicas acompanhavam a hula captando a atenção dos turistas e da audiência dos filmes de Hollywood, isto contribuiu para o crescimento da indústria de entretenimento no Havaí. A concessão para audiências não-havaiana inclui letras de música em inglês, gestos menos alusivos e apelos sensuais adicionados para enfatizar os movimentos de quadris, removeram da hula o seu conteúdo religioso.

Talvez a imagem mais marcante da hula na década de 30 e 40 sejam as de dançarinas com sais de palha ou sedutivos vestidos, conhecidos como sarong. Uma vez mais os praticantes de hula antiga perpetuaram a sua prática de maneira sigilosa em círculos privados.

O ressurgimento de um orgulho étnico aumentou o interesse em pré-Ku’i, no início dos anos 70. Cantos acompanhados de hula foram revividos e novas danças são coreografadas no estilo antigo, ocupando lugar das danças populares, especialmente entre os jovens havaianos.

Praticantes comtemporâneos dividem a hula em Hula Kahiko (antiga), a que engloba cantos antigos acompanhando a dança e Hula A’uana (moderna), a qual engloba novas músicas acompanhando a dança.

MERRIE MONARCH FESTIVAL

MERRIE MONARCH FESTIVAL

A hula atualmente está em destaque, especialmente em duas competições anuais. No MERRIE MONARCH, festival que acontece em abril na ilha de Hilo no Havaí, onde grupos masculinos e femininos competem em Hula Kahiko e Hula A’uana, e solos femininos competem pelo título de Miss Aloha Hula.  A tradicional competição de hula e canto, THE KING KAMEHAMEHA, acontece em junho na ilha de O’ahu e mistura grupos em Hula Kahiko e A’uana. A popularidade é devido a novos coreógrafos que introduziram movimentos mais rápidos e cênicos, para manter o interesse visual, visto que a audiência (e também muitos dançarinos) não compreendem a linguagem havaiana dos textos.

O termo hula se refere a movimentos e gestos. A hula não pode ser apresentada sem um MELE (poesia), o componente mais importante. MELE são composições de informações culturais que vão do sagrado MELE PULE (preces) ao MELE INOA (nome de cantos, muitos para chefes), aos típicos MELE HO’OIPOIPO (canções de amor) e MELE A’INA (cantos para a terra), o tipo de mele usado é a forma de classificar a dança. A alusão é de grande valor na poesia, os gestos estão em nível secundário de abstração, eles não contam a história completa, mas interpretam os principais aspectos do MELE. O conceito hula envolve o mele e a sua realização é recitada na apresentação, não há conceito para música na cuultura antiga havaiana.

O antigo canto que acompanha as danças podem ser apresentados na posição em pé ou sentada. As danças que são em pé podem ser divididas em ‘OLAPA que executa os movimentos e HO’OPA’A quem canta o texto e executa os instrumentos de percussão que acompanha.

Enquanto as mãos e os braços executam os movimentos do texto, movimentos de pés com nomes próprios são executados continuamente como um movimento sincronizado. Alguns destes movimentos são KAHOLO (deslocamento lateral), UWEHE (passo no lugar alternando os pés) e ‘AMI (movimento circular de quadris). O KAWELU ou KALAKAUA (passo para frente e para trás) foi introduzido com a Hula Ku’i. Existe uma relação muito próxima entre os movimentos de pernas e os instrumentos de percussão IPU e PAHU: mudança em um corresponde a mudança em outro, geralmente no início de uma nova fase, na junção da narrativa ou no intervalo de textos. A organização dos passos ou movimentos de pernas, através de versos ou frases para companhamento de Hula Ku’i é praticamente os mesmos da Hula Kahiko, mas no lugar de Ipu ou Pahu, apresenta-se o violão ou UKELE.

Os dançarinos na Hula Noho (sentados) são ao mesmo tempo dançarinos e cantores. Eles apresentam gestos enquanto cantam e acopanham este canto com instrumentos de percussão. Os instrumentos mais comuns são o uli’uli (um porongo ou cabaça decorado com penas), o pu’ili (um par de pedaços de bambu ou taquara cortado nas pontas para sonorizar), ili’ili (dois pares de pedras lisas moldadas pela água, tocadas de maneira similar às castanholas) e Kala’u (dois pedaços de madeira, um maior e um menor, usa-se o menor para bater no outro).

O seguinte provérbio, usado pelos praticantes de hula traz um sentido cultural aos ensaios e diferenças coreográficas que distinguem a arte da hula:

‘A’OHE I PUA I KA HALAU HO’OKANI

(Todo o conhecimento não está contido em apenas uma escola).

Hula é o termo para a dança dos havaianos.

A origem da Hula é para adoração aos deuses através da dança. Hula é a história sendo contada, uma pantonímia, em variação com cânticos e vários instrumentos.

HulaA Hula Kahiko (antiga) é considerada o estilo antigo em contraste com as hulas melódicas com típicas canções havaianas acompanhadas de violão ou ukele, que é conhecida com Hula A’uana.

Estes são alguns estilos de Hula, que variam conforme a época e a ilha:

Hula – Termo geral para todas as danças do havaí

Hula `âla`apapa – Hula antiga qu dramatiza uma história.

Hula hue – Hula que finaliza um evento, caracterizando-se por movimentos rápidos de quadris.

Hula `auana – É uma hula informal que se desenvolveu da antiga nos anos de 1900, usada para ocasiões não especiais e para interatividade coma audiência. Esta Hula caracteriza-se pela ausência da parte espiritual. O violão, o baixo e o ukele acompanham musicalmente este estilo.

Hula hapa haole – Estilo occidental voltadas para show todas as músicas são en ingles. hapa = parte, haole = estrangeiro / caucasiano

Hula holoholona – Hula com nomes de animais; movimentos são tirados dos seguintes animais: honu (tartaruga), `îlio (cachorro).  A Hula de joelhos: manô (tubarão). A Hula sentada: pe`epe`emakawalu (aranha). Saltando alternando as pernas: pua`a (porco).

Hula ho`onânâ – Hula para divertir. ho`onânâ = encorajar a assistir

Hula kahiko – Hula antiga. Em conexão com cânticos (Mele) e acompanhada por tambores (Pahu). Para contar histórias sobre lendas de antigos tempos do reino e para a natureza.

Hula o Kalâkaua – Hula para homenagear o Rei David Kalakaua   • hula lâ`au pili (Dança com pedaços de madeira)   • hula nemanema (Atirar-se para trás)   • hula `ôlepelepe (O brilho do sol) 

Hula kuahu – Hula formal: Para cerimônias, preces e religião. O oposto da Hula a’uana.  kuahu = Altar

Hula kuhi lima – Hula sentada com movimentos ondulantes do dorso e movimentos de mãos. kuhi = mostrar, gesto; lima = mão

Hula mea pa`ahana / pila – Nomeada após os instrumentos   • Hula `ili`ili (pedras, usadas estilo castanholas)   • Hula kâ`eke`eke (bamboo)   • Hula kâla`au (pedaço de madeira)  • Hula pahu (tambor)   • Hula pâ ipu (cabaças)   • Hula pû`ili (pedaços de bamboo)   • Hula `ulî`uli (côco)

Hula ku`i Moloka`i – Dança alusiva a ilha de Moloka’i. Uma Hula antiga e muito rápida com batidas de pés, giros, palmas, caídas de joelho, punhos cerrados como no boxe, movimentos simulando um peixe na rede, sem instrumentos

Hula kuolo – Hula sentada com cânticos entoados, usando o Ipu  . kuolo = vibrando com a voz.

Hula mu`umu`u – Hula sentada.  mu`u mu`u = pessoa sem os braços ou pernas, amputada.

Hula Pele – Dança em honra ao fogo e a deusa do vulcão Pele

Hula A'uana - Moderna

Hula A'uana - Moderna

Para entender esta clássica dança havaiana, você deve observar pés e mãos.

Um antigo ditado sobre a hula diz:  “as mãos contam a história.  Mas, a graciosidade dos dedos conta apenas uma parte da história”, relata o Kumu Hula Manu boyd.

As mãos são importante, mas as palavras do mele (canto) contam a verdadeira história,” diz Boyd. “A verdadeira hula é muito verbal. Nós contamos história quando dançamos.”

A Hula, tão antiga quanto a cultura havaiana, em tempos remotos foi compartilhada por todo o povo havaiano. Eles dançavam, e com o cântico (mele) expunham todos os aspectos da vida, guerra, morte, nascimento e até mesmo o surfe. Mas o contato com o mundo ocidental mudou a hula. Considerada, promíscua, pelos missionários americanos que chegaram ao Havaí em 1820, a hula esteve perto de ser erradicada em 1896, quando a língua havaiana foi abolida das escolas locais.

Hula Kahiko - Antiga

Hula Kahiko - Antiga

Contudo, a dança sobreviveu, e graças a Hollywood e a uma avalanche da indústria turística, tornou-se um símbolo das ilhas entre os anos de 1920 e 1930. As formas mais tradicionais ressurgiram e permaneceram até 1960, quando os nativos havaianos começaram a redescobrir a sua história cultural.

De acordo com Boyd, em 1893, o ano em que houve um ascensão na monarquia havaiana, marca a divergência entre os dois estilos da hula tradicional ainda apresentada hoje. Enquanto que os movimentos de pernas da Kahiko (Antiga) e A’uana (moderna e sem regras) são quase idênticos, os temas para Hula A’uana tendem a ser mais artísticos. Indumentárias e música também são diferentes. A Hula Kahiko é dançada ao ritmo do Pahu (Tambor) e Ipu (porongo). Hula A’uana usa piano, violão, ukele e baixo.