A tradição dos colares(Lei) foi introduzida aos havaianos pelos viajantes Polinésios, os quais fizeram uma incrível jornada do Taiti, navegando guiados pelas estrelas em canoas. Com estes primeiros desbravadores, a tradição dos colares (Lei) nasceu.
Os colares(Lei) são feitos de flores, folhas, conchas, sementes, penas e até mesmo ossos e dentes de vários animais. Na tradição havaiana estes adornos eram usados pelos antigos havaianos para deixá-los mais bonitos e distingui-los dos outros. O colar(Lei) de MAILE talvez tenha sido o mais significativo. Entre outros usos sagrados, era usado como sinal de paz entre chefes oponentes. No Heiau (templo), os chefes podiam entrar com um colar(Lei) de MAILE DE CORES VERDE E VINHO, e ao final estava selada a paz entre os dois grupos.
O COSTUME DO ALOHA
Com a chegada dos turistas no Havaí o colar(Lei) tornou-se rapidamente um símbolo havaiano para milhares de pessoas no mundo inteiro.
Durante o Dia do Barco nos primórdios de 1900, os vendedores de colares se alinhavam no píer da Aloha Tower para recepcionar os MALIHINI (Visitantes) que chegavam as ilhas e aos KAMA’AINA (nativos) que voltavam para casa. Conta uma lenda que os visitantes que partiam atiravam seus colares (Lei) ao mar logo que o navio passava Diamond Head, com o desejo de que como os colares (lei), eles algum dia retornariam as ilhas.
Há algumas regras quando se usa um colar havaiano (Lei). Qualquer pessoa pode usar um, a qualquer hora, não é necessário que ocorra uma ocasião para isso. É perfeitamente legal que alguém compre um colar ou faça-o por si mesmo. É muito comum aos nativos terem sempre material em casa como conchas ou sementes para confeccionar um e usá-lo em uma ocasião especial. Os chapéus são comumente adornados de colares de flores ou penas(Lei).
Há, contudo algumas regras “não faladas” que devem ser seguidas quando alguém recebe um colar pela primeira vez. O colar deve ser uma celebração de boas vindas em sinal de afeição de uma pessoa pela outra. Entretanto, sempre aceite o colar, nunca recuse. A maneira correta de usar um colar é colocá-lo gentilmente sobre os ombros, pendurando-o na frente e atrás. É considerado falta de educação retirar o colar do pescoço na presença da pessoa que lhe deu, se tiver de fazê-lo, seja discreto.
Dar colares (Lei) é parte normal de ocasiões especiais como aniversários, casamentos e formaturas.




No período pré-europeu, a hula estava restritamente relacionada a práticas religiosas. Danças estanques acompanhadas pelo Pahu (Grande tambor coberto por pele de tubarão usado em templos de cerimônias), que é o instrumento mais sagrado dedicado aos deuses.
O reinado de David Kalakaua (1874 – 1891) foi uma fase transicional para as artes havaianas. Sob a objeção dos havaianos cristianizados e dos não-havaianos, conhecidos especialistas ganharam lugar em sua corte e encorajados a prática da tradicional arte. Nesta época favorável os praticantes de hula migraram para novos elementos de poesia, canto vocaL, movimentos de dança, roupas e criaram uma nova forma de hula, chamada de Hula Ku’i (significa combinar o antigo e o novo). O Pahu não foi usado na Hula Ku’i, evidentemente por ser sagrado e por respeito dos praticantes. O Ipu (porongo, cabaça) foi o instrumento mais propriamente associado a Ku’i.
A Hula Kahiko (antiga) é considerada o estilo antigo em contraste com as hulas melódicas com típicas canções havaianas acompanhadas de violão ou ukele, que é conhecida com Hula A’uana.
