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As origens da hula são cercadas de lendas.

Uma delas descreve a aventura de Hi’iaka para acalmar sua feroz irmã, a deusa Pele, o vulcão.  A aventura de Hi’iaka provém a base para muitas danças de hoje.

HULA KAHIKONo período pré-europeu, a hula estava restritamente relacionada a práticas religiosas.  Danças estanques acompanhadas pelo Pahu (Grande tambor coberto por pele de tubarão usado em templos de cerimônias), que é o instrumento mais sagrado dedicado aos deuses.

Como antigamente, no século XX, rituais e preces cercam todos os treinamentos e práticas de hula. Professores e alunos estão dedicados a Laka, a deusa da Hula e oferendas apropriadas são feitas regularmente.

Os missionários protestantes que chegaram no Havaí em 1820 introduziram o cristianismo e prevaleceram os valores ocidentais, com o apoio dos convertidos do alto escalão da realeza eles denunciaram e baniram a hula, alegando que era profana. Um grande número de praticantes de hula não aceitaram e continuaram clandestinamente ensinando e apresentando durante meados do século XIX.

DAVID KALAKAUAO reinado de David Kalakaua (1874 – 1891) foi uma fase transicional para as artes havaianas.  Sob a objeção dos havaianos cristianizados e dos não-havaianos, conhecidos especialistas ganharam lugar em sua corte e encorajados a prática da tradicional arte.  Nesta época favorável os praticantes de hula migraram para novos elementos de poesia, canto vocaL, movimentos de dança, roupas e criaram uma nova forma de hula, chamada de Hula Ku’i (significa combinar o antigo e o novo).  O Pahu não foi usado na Hula Ku’i, evidentemente por ser sagrado e por respeito dos praticantes. O Ipu (porongo, cabaça) foi o instrumento mais propriamente associado a Ku’i.

O interesse por cantos antigos que acompanham a hula caiu no início do século XIX. Novas músicas acompanhavam a hula captando a atenção dos turistas e da audiência dos filmes de Hollywood, isto contribuiu para o crescimento da indústria de entretenimento no Havaí. A concessão para audiências não-havaiana inclui letras de música em inglês, gestos menos alusivos e apelos sensuais adicionados para enfatizar os movimentos de quadris, removeram da hula o seu conteúdo religioso.

Talvez a imagem mais marcante da hula na década de 30 e 40 sejam as de dançarinas com sais de palha ou sedutivos vestidos, conhecidos como sarong. Uma vez mais os praticantes de hula antiga perpetuaram a sua prática de maneira sigilosa em círculos privados.

O ressurgimento de um orgulho étnico aumentou o interesse em pré-Ku’i, no início dos anos 70. Cantos acompanhados de hula foram revividos e novas danças são coreografadas no estilo antigo, ocupando lugar das danças populares, especialmente entre os jovens havaianos.

Praticantes comtemporâneos dividem a hula em Hula Kahiko (antiga), a que engloba cantos antigos acompanhando a dança e Hula A’uana (moderna), a qual engloba novas músicas acompanhando a dança.

MERRIE MONARCH FESTIVAL

MERRIE MONARCH FESTIVAL

A hula atualmente está em destaque, especialmente em duas competições anuais. No MERRIE MONARCH, festival que acontece em abril na ilha de Hilo no Havaí, onde grupos masculinos e femininos competem em Hula Kahiko e Hula A’uana, e solos femininos competem pelo título de Miss Aloha Hula.  A tradicional competição de hula e canto, THE KING KAMEHAMEHA, acontece em junho na ilha de O’ahu e mistura grupos em Hula Kahiko e A’uana. A popularidade é devido a novos coreógrafos que introduziram movimentos mais rápidos e cênicos, para manter o interesse visual, visto que a audiência (e também muitos dançarinos) não compreendem a linguagem havaiana dos textos.

O termo hula se refere a movimentos e gestos. A hula não pode ser apresentada sem um MELE (poesia), o componente mais importante. MELE são composições de informações culturais que vão do sagrado MELE PULE (preces) ao MELE INOA (nome de cantos, muitos para chefes), aos típicos MELE HO’OIPOIPO (canções de amor) e MELE A’INA (cantos para a terra), o tipo de mele usado é a forma de classificar a dança. A alusão é de grande valor na poesia, os gestos estão em nível secundário de abstração, eles não contam a história completa, mas interpretam os principais aspectos do MELE. O conceito hula envolve o mele e a sua realização é recitada na apresentação, não há conceito para música na cuultura antiga havaiana.

O antigo canto que acompanha as danças podem ser apresentados na posição em pé ou sentada. As danças que são em pé podem ser divididas em ‘OLAPA que executa os movimentos e HO’OPA’A quem canta o texto e executa os instrumentos de percussão que acompanha.

Enquanto as mãos e os braços executam os movimentos do texto, movimentos de pés com nomes próprios são executados continuamente como um movimento sincronizado. Alguns destes movimentos são KAHOLO (deslocamento lateral), UWEHE (passo no lugar alternando os pés) e ‘AMI (movimento circular de quadris). O KAWELU ou KALAKAUA (passo para frente e para trás) foi introduzido com a Hula Ku’i. Existe uma relação muito próxima entre os movimentos de pernas e os instrumentos de percussão IPU e PAHU: mudança em um corresponde a mudança em outro, geralmente no início de uma nova fase, na junção da narrativa ou no intervalo de textos. A organização dos passos ou movimentos de pernas, através de versos ou frases para companhamento de Hula Ku’i é praticamente os mesmos da Hula Kahiko, mas no lugar de Ipu ou Pahu, apresenta-se o violão ou UKELE.

Os dançarinos na Hula Noho (sentados) são ao mesmo tempo dançarinos e cantores. Eles apresentam gestos enquanto cantam e acopanham este canto com instrumentos de percussão. Os instrumentos mais comuns são o uli’uli (um porongo ou cabaça decorado com penas), o pu’ili (um par de pedaços de bambu ou taquara cortado nas pontas para sonorizar), ili’ili (dois pares de pedras lisas moldadas pela água, tocadas de maneira similar às castanholas) e Kala’u (dois pedaços de madeira, um maior e um menor, usa-se o menor para bater no outro).

O seguinte provérbio, usado pelos praticantes de hula traz um sentido cultural aos ensaios e diferenças coreográficas que distinguem a arte da hula:

‘A’OHE I PUA I KA HALAU HO’OKANI

(Todo o conhecimento não está contido em apenas uma escola).

Hula é o termo para a dança dos havaianos.

A origem da Hula é para adoração aos deuses através da dança. Hula é a história sendo contada, uma pantonímia, em variação com cânticos e vários instrumentos.

HulaA Hula Kahiko (antiga) é considerada o estilo antigo em contraste com as hulas melódicas com típicas canções havaianas acompanhadas de violão ou ukele, que é conhecida com Hula A’uana.

Estes são alguns estilos de Hula, que variam conforme a época e a ilha:

Hula - Termo geral para todas as danças do havaí

Hula `âla`apapa - Hula antiga qu dramatiza uma história.

Hula hue - Hula que finaliza um evento, caracterizando-se por movimentos rápidos de quadris.

Hula `auana - É uma hula informal que se desenvolveu da antiga nos anos de 1900, usada para ocasiões não especiais e para interatividade coma audiência. Esta Hula caracteriza-se pela ausência da parte espiritual. O violão, o baixo e o ukele acompanham musicalmente este estilo.

Hula hapa haole - Estilo occidental voltadas para show todas as músicas são en ingles. hapa = parte, haole = estrangeiro / caucasiano

Hula holoholona - Hula com nomes de animais; movimentos são tirados dos seguintes animais: honu (tartaruga), `îlio (cachorro).  A Hula de joelhos: manô (tubarão). A Hula sentada: pe`epe`emakawalu (aranha). Saltando alternando as pernas: pua`a (porco).

Hula ho`onânâ - Hula para divertir. ho`onânâ = encorajar a assistir

Hula kahiko - Hula antiga. Em conexão com cânticos (Mele) e acompanhada por tambores (Pahu). Para contar histórias sobre lendas de antigos tempos do reino e para a natureza.

Hula o Kalâkaua - Hula para homenagear o Rei David Kalakaua   • hula lâ`au pili (Dança com pedaços de madeira)   • hula nemanema (Atirar-se para trás)   • hula `ôlepelepe (O brilho do sol) 

Hula kuahu - Hula formal: Para cerimônias, preces e religião. O oposto da Hula a’uana.  kuahu = Altar

Hula kuhi lima - Hula sentada com movimentos ondulantes do dorso e movimentos de mãos. kuhi = mostrar, gesto; lima = mão

Hula mea pa`ahana / pila - Nomeada após os instrumentos   • Hula `ili`ili (pedras, usadas estilo castanholas)   • Hula kâ`eke`eke (bamboo)   • Hula kâla`au (pedaço de madeira)  • Hula pahu (tambor)   • Hula pâ ipu (cabaças)   • Hula pû`ili (pedaços de bamboo)   • Hula `ulî`uli (côco)

Hula ku`i Moloka`i - Dança alusiva a ilha de Moloka’i. Uma Hula antiga e muito rápida com batidas de pés, giros, palmas, caídas de joelho, punhos cerrados como no boxe, movimentos simulando um peixe na rede, sem instrumentos

Hula kuolo - Hula sentada com cânticos entoados, usando o Ipu  . kuolo = vibrando com a voz.

Hula mu`umu`u - Hula sentada.  mu`u mu`u = pessoa sem os braços ou pernas, amputada.

Hula Pele - Dança em honra ao fogo e a deusa do vulcão Pele

Hula A'uana - Moderna

Hula A'uana - Moderna

Para entender esta clássica dança havaiana, você deve observar pés e mãos.

Um antigo ditado sobre a hula diz:  “as mãos contam a história.  Mas, a graciosidade dos dedos conta apenas uma parte da história”, relata o Kumu Hula Manu boyd.

As mãos são importante, mas as palavras do mele (canto) contam a verdadeira história,” diz Boyd. “A verdadeira hula é muito verbal. Nós contamos história quando dançamos.”

A Hula, tão antiga quanto a cultura havaiana, em tempos remotos foi compartilhada por todo o povo havaiano. Eles dançavam, e com o cântico (mele) expunham todos os aspectos da vida, guerra, morte, nascimento e até mesmo o surfe. Mas o contato com o mundo ocidental mudou a hula. Considerada, promíscua, pelos missionários americanos que chegaram ao Havaí em 1820, a hula esteve perto de ser erradicada em 1896, quando a língua havaiana foi abolida das escolas locais.

Hula Kahiko - Antiga

Hula Kahiko - Antiga

Contudo, a dança sobreviveu, e graças a Hollywood e a uma avalanche da indústria turística, tornou-se um símbolo das ilhas entre os anos de 1920 e 1930. As formas mais tradicionais ressurgiram e permaneceram até 1960, quando os nativos havaianos começaram a redescobrir a sua história cultural.

De acordo com Boyd, em 1893, o ano em que houve um ascensão na monarquia havaiana, marca a divergência entre os dois estilos da hula tradicional ainda apresentada hoje. Enquanto que os movimentos de pernas da Kahiko (Antiga) e A’uana (moderna e sem regras) são quase idênticos, os temas para Hula A’uana tendem a ser mais artísticos. Indumentárias e música também são diferentes. A Hula Kahiko é dançada ao ritmo do Pahu (Tambor) e Ipu (porongo). Hula A’uana usa piano, violão, ukele e baixo.

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Estou disponibilizando para aquisição o DVD DIDÁTICO DE DANÇAS HAVAIANAS.

Neste DVD você aprenderá:
- História da Hula
- Passos básicos de Dança Havaiana (Hula)
- Movimentos de mãos
- 01 coreografia de Hula Hapa Haole ( Hula com estilo de Hollywood)
- 01 coreografia de Hula Kui (Hula de transição do antigo para o novo)
- 01 coreografia de Hula Auana – (contemporânea)

Estou a sua disposição para o que necessitar, visite meu Site, Blog ou Grupo de Discussão.

 

Antonio Carlos Cardoso

antoniocmc@brturbo.com.br

É preciso esquecer das dietas enquanto se está no Havaí. Existem muitos restaurantes na ilha, cujos Chefs gostam de experimentar e agregar um toque asiático à cozinha continental, italiana ou do Pacífico.

Os resultados são excelentes, incluída a cozinha ‘linha do Pacífico’, que tem ganhado fama internacional. Dessa forma, quando for a um restaurante italiano no Havaí, verá que tem algum detalhe da cozinha asiática e em um restaurante tipo continental encontrará adereços do Pacífico.

O luau é uma celebração tipicamente havaiana que geralmente começa com o pôr-do-sol, uma festa tradicional, uma celebração da vida. Existe uma oferta muito variada, desde os locais do tipo show polinésio com brilhos de Hollywood, tambores, dança do fogo e bailarinas de hula, até as representações mais ou menos autênticas, na sua maioria nas ilhas menos turísticas. 

Receita de Arroz Havaiano

Ingredientes

½ colher (chá) de sal

2 xícaras (chá) de água

2 colheres (sopa) de manteiga

½ xícara (chá) de cebola processada

¾ xícara (chá) de pimentão vermelho processado

2 xícaras (chá) de polpa de abacaxi fresco

1 xícaras (chá) de presunto processado ou  em cubos bem pequenos

1 lata de ervilhas

1 colher (sopa) de molho de soja

1 colher (chá) de gengibre processado

Folhas de espinafre

Tiras de pimentão vermelho para decorar

Modo de Preparo

1. Unte uma forma de buraco no meio.

2. Numa panela prepare o arroz com sal e água.

3. Em outra panela derreta a manteiga, acrescente a cebola e cozinhe até ficar transparente. Acrescente o pimentão e o abacaxi e cozinhe mexendo até ficarem macias.

4. Transfira para um refratário, acrescente o presunto, as ervilhas, o arroz pronto, o molho de soja e o gengibre. Misture delicadamente.

5. Coloque na fôrma, nivele a superfície e pressione.

6. Leve ao forno médio pré aquecido por 10 min

7.. Desenforme num prato forrado com folhas de espinafre e decore com tiras de pimentão.

Aloha e Mahalo

[Pronúncia: ah loh' hah e mah hah' loh]

Se você quiser aprender duas palavras em havaiano, aprenda estas. Estas são duas das mais importantes palavras na lingua havaiana, representando um tanto quanto dos valores culturais. If you learn just two words in Hawaiian, learn these.

No pensamento havaiano, as palavras possuem o MANA [pronúncia: mah' nah], que significa o poder spiritual ou divino de cada um, e ALOHA e MAHALO estão entre as palavras mais sagradas e poderosas.

Use estas palavras frequentemente, pois elas podem melhorar e transformar a sua vida. Mas seja cuidadoso ao usá-las, use APENAS se você verdadeiramente sentir ALOHA ou MAHALO. Não explore estas palavras para ganhos pessoais, nem as coloque de forma frívola, usando-as sem necessidade ou sinceridade.

ALOHA e MAHALO são quase que indescritíveis e indefiníveis como palavras únicas, difícil elas serem entendidas, elas devem ser experimentadas.

O mais profundo e sagrado significado está sugerido na raiz gramatical destas palavras. Lingüistas diferem em opinião quanto ao significado e origem, mas o que escrevo aqui me foi dito pelo Kupuna (ancião) do Halau (escola) que faço parte.

Em um nível espiritual, ALOHA é a invocação para o divino e MAHALO é a prece divina. Ambas são o conhecimento para aproximar-se da divindade

ALOHA [Alo = presença, frente, rosto] + [hâ = respiração]

“A presença da respiração divina”

MAHALO [Ma = dentro] + [hâ = respiração] + [alo = presença, frente, rosto]

“Que você esteja dentro da respiração divina.”

Pense nelas como palavras únicas de bençãos e preces.

O que segue abaixo,é a tradução aproximada destas palavras, usando o português para defini-las:

ALOHA. 1. Aloha, amor, afeição, compaixão, misericórdia, simpatia, pena, sentimento, caridade; saudação, lembranças, amor, amante, o mais amada(o), amado(a); amar, apaixonar-se por, mostrar pesar, misericórdia; venerar, lembrar com afeição. Olá, Tchau, até logo, Passe bem..

Aloha `oe! [ah loh' hah oe!]

Que você seja amado! , Saudação para alguém, dar boas-vindas.

Aloha kâua! [ah loh' hah KAH'oo (w)ah!]

Que oconteça amizade ou amor entre nós! Saudações para você e para mim!

Aloha kâkou! [ah loh' hah KAH' kou!]

O mesmo que acima, só que para mais de uma pessoa.

Ke aloha nô! [ah loh hah NOH']

Aloha com certeza!

Aloha! [ Ah loh' hah!]

Saudação.

Aloha au iâ `oe. [ah loh' hah vau' ee (Y)AH' oe]

Eu amo você

MAHALO. 1. Obrigado, gratidão; agradecer.

Mahalo nui loa. [mah hah' loh noo'(w)ee loh'(w)ah]

Muito obrigado.

`Ôlelo mahalo [OH' leh loh mah hah' loh]

Cumprimentos

Mahalo â nui [mah hah' loh (W)AH' noo'(w)ee]

Muito obrigado.

2. Admiração, estima, respeito; admirar, rezar, apreciar.

`O wau nô me ka mahalo, [oh vau NOH' meh kah mah hah'loh]

Respeitosamente

*Fonte: Pukui, Mary Kawena & Elbert, Samuel H., HAWAIIAN DICTIONARY, University of Hawai`i Press, Honolulu, 1986.

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ESPETÁCULO LENDAS DA POLINÉSIA

A Cia de Dança Antonio Carlos Cardoso captura a essência da cultura em um espetáculo de 90 minutos, através de coreografias autenticas, vestimentas detalhadas e musica inebriante, que trazem a vida a beleza das culturas tradicionais comumente esquecidas no mundo moderno de hoje. Da graciosa “Hula” das ilhas Havaianas, as danças guerreiras do povo Maori, a apresentação da Cia reflete o ciclo da civilização dos povos da Polinésia. As danças representam as mudanças vividas por culturas antigas, conectando lendas do passado com a realidade do presente.

O espetáculo LENDAS DA POLINÉSIA é mesclado entre lindas canções, com as danças que apresentam a graciosidade das moças, se alternando com a virilidade e vigor dos rapazes. Os bailarinos demonstram uma firmeza e uma empatia tão naturais, que elevam todo o espetáculo a um nível ímpar de apresentação.

 

O Espírito de Aloha é uma referência bem conhecida da atitude de aceitação amistosa pela qual as Ilhas Havaianas são bem famosas. No entanto, também se refere a uma maneira poderosa de resolver qualquer problema, atingir qualquer meta e, ainda, atingir qualquer estado de mente ou espírito que se deseje.

Na língua havaiana ALOHA significa muito mais do que “alô” e “adeus” ou “amor“. Seu significado maior é: compartilhar (alo) com alegria (oha) da energia da vida (ha) no presente (alo)”.

Ao compartilharem essa energia, vocês se conectarão ao Poder Divino que os havaianos chamam de MANÁ. E o uso amoroso deste Poder incrível é o segredo para se obter saúde, felicidade, prosperidade e sucesso verdadeiros.

A maneira de se conectarem a este Poder e fazer com que ele opere a seu favor é tão simples, que vocês poderão ficar tentados a descartá-la como sendo fácil demais para ser verdade. Por favor, não se deixem enganar pelas aparências.

Tome um tempo para tentar.

Esta é a técnica mais poderosa no mundo e, embora seja extremamente simples, pode vir a se tornar difícil, uma vez que precisarão se lembrar de fazê-la – e será necessário fazê-la REPETIDAMENTE. Trata-se de um segredo passado à humanidade por inúmeras vezes e, mais uma vez agora, de uma outra maneira. O segredo é este:

Abençoem todos e tudo que representem o que vocês desejam!

É só isso. No entanto, qualquer coisa tão simples assim requer alguma explicação.

Abençoar algo significa reconhecer ou dar ênfase a uma qualidade, característica ou condição positivas, com a intenção de que aquilo que se reconheça ou enfatize venha a crescer, perseverar (persistir) ou vir a ser.

Abençoar é efetivo na mudança de sua vida ou em obter o que você quer por três razões:

Em primeiro lugar, o foco positivo de sua mente mexe com a força positiva, criativa, do Poder do Universo.

Segundo move a sua própria energia para fora, permitindo que uma parte maior do Poder passe através de você.

Terceiro, quando você profere bênçãos para o benefício de outros, ao invés de o fazer para si mesmo, há a tendência de se ultrapassar quaisquer medos subconscientes a respeito do que se deseja para si mesmo; e, também, o próprio foco em si sobre os atos de abençoar faz com que o mesmo bem aumente na própria vida. A beleza desse processo é que a bênção proferida em favor de outros ajuda a estes, bem como a você mesmo.

As bênçãos podem ser proferidas com a ajuda de visualização ou toque; porém, a maneira mais comum e fácil de fazê-lo é através de palavras.

 

Os principais tipos de bênçãos verbais são:

Admiração: Trata-se do ato de cumprimentar ou louvar algo bom que se note. Ou seja, “Que belo pôr-do-sol; gosto de seu vestido; você é tão divertido.”

Afirmação: Trata-se de uma declaração específica de bênção para aumento ou continuação do estado descrito: “Abençôo a beleza desta árvore; abençoada seja a saúde de seu corpo.”

Apreciação: Trata-se de uma expressão de gratidão a respeito de algo bom que existe ou que tenha ocorrido: “Obrigado, Deus, por me haver ajudado; agradeço à chuva por nutrir a terra.”

Expectativa: Trata-se de uma bênção para o futuro: “Teremos um ótimo piquenique; abençôo sua renda sempre crescente; obrigado(a) pela(o) minha(meu) companheira(o) perfeita(o); desejo-lhe uma ótima viagem; que o vento sopre sempre a seu favor.”

 

A fim de se obter o maior benefício possível de uma bênção, vocês terão de desistir ou renunciar à única coisa que a anula: o ato de amaldiçoar. Isto não se refere a palavrões, mas ao oposto da bênção; ou seja, criticar, ao invés de admirar; duvidar, ao invés de afirmar; culpar, ao invés de apreciar; e se preocupar, ao invés de aguardar com confiança. Quando quer que tais atitudes sejam tomadas, elas tendem a cancelar alguns dos efeitos da bênção. Assim, quanto mais vocês amaldiçoarem, mais difícil e demorado será obter bons resultados da bênção. Por outro lado, quanto mais se abençoar, menos mal farão as maldições.

Aqui, então, vão algumas idéias para se abençoar várias necessidades e desejos.

 

Aplique-as quão freqüentemente você goste, tanto quanto você queira.

Saúde: Abençoem pessoas, animais e até mesmo plantas saudáveis; tudo o que seja bem feito ou bem construído; e tudo o que expresse energia abundante.

Felicidade: Abençoem tudo o que seja bom, ou o bem que há em todas as pessoas e coisas; todos os sinais de felicidade que vocês virem, ouvirem ou sentirem nas pessoas e animais; e todos os potenciais para a felicidade, que perceberem ao seu redor.

Prosperidade: Abençoem todos os sinais de prosperidade em seu ambiente, inclusive tudo o que o dinheiro ajudou a fazer ou construir; todo o dinheiro que vocês possuírem, sob qualquer forma; e todo o dinheiro que circula no mundo

Sucesso: Abençoem todos os sinais de realização e completeza (como edifícios, pontes e eventos esportivos); todas as chegadas a destinos (navios, aviões, trens, carros e pessoas); todos os sinais de movimento de progresso ou persistência; e todos os sinais de alegria e de diversão.

Confiança: Abençoem todos os sinais de confiança em pessoas e animais; todos os sinais de fortaleza nas pessoas, animais e objetos (incluindo-se o aço e o concreto); todos os sinais de estabilidade (como as montanhas e árvores altas); e todos os sinais de poder com propósito (incluindo-se grandes máquinas e fontes de energia).

Amor e Amizade: Abençoem todos os sinais de carinho e cuidado, compaixão e apoio; todos os relacionamentos harmoniosos na natureza e na arquitetura; tudo o que esteja ligado a alguma coisa, ainda que a esteja apenas tocando gentilmente; todos os sinais de cooperação, como nos jogos ou no trabalho; e todos os sinais de risos e alegria.

Paz interior: Abençoem todos os sinais de quietude, calma, tranqüilidade e serenidade (como águas plácidas, por exemplo); todas as vistas distantes (horizontes, estrelas, a Lua); todos os sinais de beleza, advindos da visão, som ou toque; cores e formas definidas; os detalhes de objetos naturais ou manufaturados.

Crescimento espiritual: Abençoem todos o sinais de crescimento, desenvolvimento e mudança na Natureza; as transições do amanhecer e do entardecer; o movimento do sol, da lua, dos planetas e estrelas; o vôo dos pássaros no céu; e o movimento dos ventos e do mar.

 

As idéias acima são para sua orientação, caso vocês não estejam acostumados a abençoar; porém não se limitem a elas.

Lembrem-se de que qualquer qualidade, característica ou condição pode ser abençoada (por exemplo, vocês podem abençoar postes finos e animais magros para encorajar a perda de peso), quer haja existido, exista no momento, ou exista apenas em sua imaginação.

 

Pessoalmente tenho usado o poder da benção para curar meu corpo, aumentar meus ganhos, desenvolver várias habilidades, criar uma relação profunda de amor com minha esposa e filha, e estabelecer uma rede mundial de pacificadores trabalhando com o espírito aloha, desde o primeiro contato com a cultura havaiana.

 

É porque tem funcionado tão bem para mim que quero compartilhar com vocês.

Por favor compartilhe com tantas pessoas quantas vocês possam.

 

Antonio Carlos Cardoso – Kokua Kumu

www.antoniocarloscardoso.com.br   -   antoniocmc@brturbo.com.br 
51 3483.9626 / 51 9177.1708

O povo havaiano não tem uma linguagem escrita. Foi através de seus cantos que eles contaram a sua história, nascimento, morte, amores e suas vidas.
Cantos importantes eram memorizados e passados de geração para geração. Os cânticos havaianos se tornaram uma intrincada e profunda forma de arte.

Desde que a palavra falada é transpotada pela respiração, a respiração é sinônimop de vida, as palavras (segunda crenças antigas) são carregadas com o MANÁ (poder pessoal) individual de cada um. Samuel Kamakau escreveu, “cada palavra deve ser estudada pelo seu significado e pelo seu efeito.”

Havia cantos para cada ocasião, mas um dos mais importantes era o canto de genealogia. A linhagemn pessoal concedia a sua importância e freqeuntemente a sua profissão na sociedade. Relembrar e homenagemar os ancestrais era um fato absoluto. De cada um se esperava que relembrasse dez gerações anteriores. O rei poderia poderia relembrar até mais do que estas.

O canto conta a história, e a hula conta a história em movimento. A Hula é frequentemente chamada de Dança Sagrada, embora não seja uma forma de adoração, não é um ritual religioso. As crianças eram selecionadas muito cedo para as escola de hula (Halau). No Halau eram afastadas das influências externas. O treinamento começava com a disciplina necessária para aprender Hula. Quando os missionários chegaram em 1820, eles não acharam nada de entretenimento ou sagrado sobre a hula, mas preferiram chamar a Hula de prática profana. Esta desaprovação Calvinista levou a Hula ao submundo, e os professores e escolas se tornaram clandestinos.

Durante o reinado de David Lakalakua em 1880, um breve renascimento cultural ocorreu e as escolas de Hula se tornaram públicas novamente. Eles se apresentaram em sua coroação em 1883 e novamente em seu aniversário em 1886.Kalakaua amou e encorajou a sua cultura, infelizmente, ele morreu em 1891. O monarca morreu e com ele a cultura voltou a sofrer desaprovação novamente.

 

A Hula não recuperou a sua popularidade até 1960 e 1970. Neste período tornou-se um forma de entretenimento da cultura havaiana. E com o retorno da Hula, é claro, o canto havaiano reviveu.

SE NÓS NÃO MANTIVERMOS A CULTURA, NÃO TEREMOS NADA PARA MANTER A NOSSA IDENTIDADE.

A hula é definida como uma dança e uma expressão de alegria. Hula é a dança folclórica nativa do Havaí ou um sistema estilizado de movimentos que interpretam o texto ou canto (Mele)

Quando os exploradores inglês James Cook e George Vancouver chegaram ao Havaí entre 1778 e 1792, eles ficaram abismados com cenas de centenas de dançarinos. Eles sincronizavam apresentações de cânticos harmoniosos enquanto apresntavam intrincados movimentos de dança. Mais tarde, com a ordem autoritária dos missionários americanos que chegaram em 1820, a rainha regente havaiana Ku’ahumanu baniu a hula em 1830. Então particantes da Hula foram subjugados até que a Hula foi agraciada por Kamehameha III (1825-1854), Kamehameha IV (1855-1863) e rei David Kalakaua (1874-1891) – conhecido como o Monarca Feliz – o qual encorajou ativamente o retorno da prática da Hula. Entretanto, durante os 44 anos da rainha Ku’ahumanu até o rei Kalakua uma grande parte das tradições oral da hula se perderam, muitos cantos e a maior parte da tradição HÁ’A.

Estudiosos acreditam que no antiho Havaí o movimento estilizado era aprsentado por homens no HAIAU (altar), ou templo ao ar livre, e acompanhdo pelo PAHU (grande tambor). HÁ’A sugere joelhos dobrados, movimento de súplica aos deuses. Era um sacramento aos deuses, a sagrada contrapartida da mais secular das hulas.Em contraste, a hula proveu uma escola de artes da música, poesia, dança e mímica, bem como um lugar de valorização da beleza, higiene, saúde e fertilidade.